sexta-feira, 4 de abril de 2014

É cada um que aparece


Andando pelas ruas, eu me deparo com cada figura. Hoje mesmo passou uma dessas por mim.  Acho até que  não tem senso do ridículo. Vai se vestir mal lá na...  
Nem quando eu transitava de caverna em caverna eu via semelhante coisa. 
Então, cá com os meus botões, eu pensei: Não vou rir.
E depois, ainda tem gente que me tacha de debochado.

Pé da letra



Já compartilhei aqui que sou um tanto irônico e, por conta disso, exagero muito nos meus argumentos. E sempre com uma veia sarcástica. Até aí nada demais. O problema é que existem algumas pessoas que têm dificuldade de entender uma linguagem mais metafórica. Então, eu tenho que parar a conversa e explicar que tudo não passa de uma brincadeira.

Dentre essas pessoas, eu tenho um amigo com esse perfil.  Ele é aquele tipo de pessoa que desconfia de tudo e todos. Sem falar que tem uma tendência a ver maldade em situações que não tem nada de mais. E como não poderia ser diferente, eu também tenho que parar a conversa para explicar que não é para levar ao pé da letra o que eu estou dizendo.

Outro dia, eu estava argumentando com ele que a nova funcionária da escola em que trabalhamos, um filezinho de apenas 22 anos, causava o maior rebuliço na rapaziada quando desfilava com o seu charme pelo pátio.
Só que eu fazia isso de uma maneira toda exagerada, só para dar mais emoção no nosso bate-papo furado. Porém, o meu amigo acreditava em tudo, a ponto de ficar com os olhos brilhando. De fato, a moça chama a atenção, mas não nesses extremos. Até que chegou o momento em que eu mandei essa: “Ela está causando o maior frisson!” Ao passo que o companheiro de prosa, perguntou: “O que é frisson?”

Como é que eu vou explicar o que é frisson para esse sujeito?